O empresário no centro da transformação digital

O empresário no centro da transformação digital

Levando-se em conta a dinâmica acelerada dos mercados em nível global e regional, o empresário precisa agora, mais do que nunca, investir em tecnologias que lhe permitam melhorar cada um de seus processos. Isto implica adotar estratégias de terceirização e contratar organizações especializadas cujas contribuições ofereçam mais valor a seus negócios. Desta forma, poderá desenvolver-se em um nível igual ou maior do que de seus concorrentes e obter maior participação de mercado.

A tecnologia nos negócios é uma necessidade crescente. À medida que o tempo passa, o mundo corporativo se torna cada vez mais tecnológico. A inovação nutre os negócios e, como a tecnologia cria o caminho adequado para a inovação, podemos dizer que eles necessitam da tecnologia para se manter.

O processo de transformação digital envolve mudanças de paradigmas entre as pessoas e os modelos de negócios. O empresário deve assumir um papel preponderante e sentir-se o centro desta revolução digital. Agora sim, fica claro que as empresas estarão adotando novos aplicativos, automatizarão processos e buscarão melhorar a eficiência produtiva. Tudo isto traz, de forma inerente, o aumento substancial de informação e de tráfego de dados pela rede. Adicionalmente, aumenta o fluxo de dados originados pela enorme quantidade de dispositivos conectados para satisfazer a demanda dos usuários e clientes. Esta situação representa um grande desafio para as empresas.

Os clientes hoje em dia já não são os mesmos de tempos atrás. Em sua maioria, buscam satisfazer uma necessidade pontual, sem perder tempo e usando o aplicativo melhor e mais atraente. Por isso, para se estar atualizado e inserido no mercado, deve-se responder a estes requisitos. Agora os usuários valorizam muito mais seu tempo e buscam efetuar compras mais simples e inteligentes.

As previsões sobre o crescimento do mercado de análise de dados e Big Data para a América Latina são positivas. Os principais analistas de mercado e líderes no tema preveem um crescimento superior a 40% na aquisição de soluções e implementação de ferramentas para a análise de dados avançados para os próximos cinco anos.

Muitos dos setores da indústria na América Latina mostram um interesse maior nas possibilidades que a análise avançada e o Big Data lhes oferece em termos econômicos a médio e longo prazo. Esta tendência se reflete na implementação de processos de modernização tecnológica para melhorar a coleta e a análise de dados em tempo real.  

Além disso, avaliamos isto a partir do ponto de vista da quantidade de informação, processamento de dados e armazenamento dos mesmos; vemos que estes aumentam a cada dia de forma exponencial.  De acordo com o gráfico anterior, o volume de dados chegará a 175 zetabytes em 2025 em nível mundial, o que significa 175 vezes a informação gerada em 2011. Nos últimos 2 anos, a quantidade de dados aumentou mais de 90%.

A grande quantidade de informação que tudo isto inclui, que aumenta e cresce de forma exponencial mês a mês, deve ser levada em conta na hora de contratar os serviços de telecomunicações que mais se adaptem a seus interesses, assim como as plataformas de TI, tais como equipamentos de processamento, monitoramento e armazenamento de dados. Também, para buscar soluções na nuvem adequadas ao negócio e, sobretudo, para manter tudo isto seguro das ameaças latentes no mundo do ciberespaço.

A informação que esses dispositivos administram é cada vez mais sensível ou relevante e mantê-los seguros tem importância vital. O crescimento da quantidade de dispositivos conectados supõe também um aumento no número de novas vulnerabilidades que os afetarão.

No gráfico anterior, observa-se que a tendência de crescimento dos dispositivos na Internet das Coisas (IoT, Internet of Things) é exponencial e calcula-se que até 2025 sejam mais de 21 bilhões. Para o mercado latino-americano, estima-se mais de 1 bilhão de dispositivos conectados.

Neste sentido, o empresário deve estar preparado e em constante aprendizado, levando em conta que o negócio digital moderno está centrado nos dados: em como são adquiridos, como são analisados e, consequentemente, como atuar sobre eles. A aquisição de dados é feita ao fazer com que seus produtos sejam mais inteligentes através do uso de IoT, Realidade Aumentada e Virtual (acrescentando os sensores adequados para que se saiba o que está ocorrendo) e ampliando os produtos. Por exemplo, os aplicativos que lhe permitem saber como seus clientes estão utilizando seu produto ou, simplesmente, que não o estão usando de forma alguma.

Suponhamos que a compilação e armazenamento desses dados seja excelente. Então, deve-se pensar em como obter valor a partir deles e saber como analisa-los. A análise de dados é um dos casos de uso mais crítico para as organizações, já que é quando se obtém valor e se toma conhecimento do que deve ser feito no seguinte passo. Isto significa alimentar sua estratégia sobre o produto e, em última instância, sobre o negócio.

Quando sabe o que fazer, então executa. Isto significa, talvez, criar um novo produto ou melhorar um produto existente da forma que seja mais útil para seus clientes. Na maioria dos casos, isto implicaria na criação de um software novo ou melhor entregue através da nuvem e requer que a rede seja propagada a todos os usuários finais ou dispositivos.

O empresário e seu modelo de negócio digital devem estar focados nesta ideia. É ter um negócio que melhora continuamente e se mantém na vanguarda da concorrência, transitando pelos ciclos de melhora mais rapidamente do que outras organizações. A segurança é um elemento fundamental que o empresário deve levar em conta. Quando todos esses sistemas estiverem conectados, devem estar seguros. Portanto, contar com sistemas de segurança perfeitamente integrados, na forma através da qual os dados e os aplicativos são administrados, é essencial para a saúde do negócio digital a longo prazo.

À medida que as empresas conectam cada vez mais dispositivos nas redes, e aumenta o número de dispositivos pessoais para efetuar trabalhos remotos e acessar os dados de suas respectivas empresas, muitas brechas de segurança importantes e constantes se abrem para elas. Muitas empresas sofreram fortes ataques de Negação Distribuída de Serviço (DDoS na sua sigla em inglês), que foram executados, em sua maioria, explorando as debilidades de milhares de dispositivos conectados à IoT. A frequência de tais ataques cresce acima de 50% ano após ano. Existem mais de 1.3 bilhões de eventos de segurança relatados pelo Black Lotus Labs. Isto significa que os empresários devem investir e implementar as políticas de segurança adequadas e mecanismos que confisquem e mitiguem esses feitos que se encontram latentes no mundo do ciberespaço. Desta forma, protegerão o negócio e seus ativos.

Os objetivos do empresário neste mundo da transformação e do negócio digital estão focados em aumentar as funcionalidades, melhorar as eficiências operacionais, otimizar a experiência do cliente e levar em conta a segurança dos dados. Desta maneira, poderá se manter ativamente dentro do mercado

Autor:
Jesús Diez
Senior Manager, Data Center, Cloud & Security
Lumen, Latam

A nova era das Comunicações Unificadas e da Colaboração

A nova era das Comunicações Unificadas e da Colaboração

Espera-se que em 2024 o mercado global das Comunicações Unificadas e da Colaboração supere os 57 bilhões de dólares, segundo a Global Market Insight, Inc.

O mundo está em constante mudança e evolução e, atualmente, o setor corporativo não é exceção à regra.  Os negócios estão cada vez mais envolvidos em descobrir e aplicar ferramentas que simplifiquem seus processos e rentabilizem seu investimento no curto prazo.   É neste contexto que as comunicações unificadas aparecem como uma solução para as necessidades do mundo atual. Além disso, são parte fundamental da transformação digital, que significou uma mudança para uma nova era.

O termo Comunicações Unificadas é utilizado globalmente para descrever a integração de todos os canais de comunicação e que, desta forma, se consiga que o usuário tenha acesso à informação de maneira fácil, quando e  onde quiser (em seu lar, trabalho, carro, academia e mais) através do dispositivo de sua preferência: computador, tablet, smartphone, entre outros.

No mundo corporativo, o volume de informação compartilhada é crescente e diversificado e por este motivo é cada vez mais necessário abastecer com rapidez, controle e segurança a informação que se tem em um negócio.  Nesta linha, as Comunicações Unificadas surgem como uma solução para as empresas que precisam manter um processo ágil e eficaz de comunicação e colaboração interna e externa, integrando de maneira uniforme as fontes de informação que são normalmente utilizadas no mundo corporativo, como mensagens instantâneas, voz, chamadas por vídeo, email e mais.

Segundo um relatório da Global Market Insight, Inc., o mercado mundial das soluções Unificadas e de Colaboração superará os 57 bilhões de dólares em 2024, demonstrando que as Comunicações Unificadas continuarão sendo uma prioridade nas empresas durante os próximos anos.  Este importante crescimento é atribuído diretamente ao aumento de dispositivos móveis no mundo, já que as pessoas buscam estar cada vez mais conectadas e, no âmbito corporativo, as empresas deverão decidir qual é a ferramenta de Comunicações Unificadas que se adapta melhor às suas necessidades.

Diego Basantes, Gerente de Produtos de Voice & Collaboration da Lumen Chile, Peru e Equador, comenta que as comunicações unificadas demonstraram ser uma ferramenta potente para melhorar a produtividades das organizações em todos os níveis, graças também ao fato desses aplicativos poderem ser consumidos pelos usuários finais a partir de uma nuvem privada, pública ou híbrida, que têm ganhado terreno por sua flexibilidade e alto nível de segurança. Adicionalmente, ele ressalta que as Comunicações Unificadas continuarão em constante evolução, gerando assim novas formas de facilitar a comunicação em nível corporativo, incorporando por exemplo assistentes virtuais e/ou Inteligência Artificial.

É claro que as Comunicações Unificadas são o caminho a ser seguido pelas organizações que desejam otimizar seus processos de negócios em benefício tanto do cliente quanto da empresa, conseguindo reduzir as barreiras de comunicação e estando preparados para o futuro.

A era de transformação digital é agora e as Comunicações Unificadas são parte importante dela; não perca mais tempo e junte-se a esta grande mudança que elimina fronteiras.

 

 

 

Autor:
Fernando Riedel
Gerente Regional de Productos de Voice & UCC,
LATAM

Segurança: Prioridade dos Negócios Digitais

Segurança: Prioridade dos Negócios Digitais

Enquanto os ataques aumentam em volume, complexidade e escala, as empresas se veem obrigadas a investir em soluções e serviços mais avançados que lhes permitam evitar, entre outros, os roubos de informação crítica e os ataques de DDoS.

Reforçar a segurança da informação se converteu em uma necessidade de primeira ordem para as empresas, especialmente desde 2017, quando, segundo o Cordium, os ataques cibernéticos em nível global registraram um aumento sem precedentes.

“A tendência de alta dos ataques, em volume e escala, foi crescendo como o rendimento dos hackers.  A tal ponto, que se espera que em breve os lucros dos ciberdelinquentes superarão os do narcotráfico em sua totalidade”, sentencia Pablo Dubois, gerente de Produtos de Segurança da Lumen para a América Latina.

Neste contexto, afirma o especialista, as organizações e os governos de todo o mundo começaram a notar o novo cenário e as exigências para combater o ciberdelito.  “O ano de 2018 foi um de transição e crescimento dos produtos e serviços de segurança, um mercado que foi impulsionado, além disso, pela digitalização dos negócios, o que significou um gasto global na área estimado em 93 bilhões de dólares, segundo a Gartner[1]“, acrescentou Dubois.

Complexidade Crescente

O especialista detalha que existem três fatores ou condições que fazem com que o tema de segurança seja mais complexo atualmente.  O primeiro tem a ver com o status que a própria informação adquiriu nos negócios atuais, somado à massificação das tecnologias, como inteligência artificial e automação.  “A segurança, praticamente, é uma questão de sobrevivência para as organizações, dado que a disponibilidade de seus sistemas e a proteção de seus ativos de informação não dependerá apenas de forma cada vez maior da parte operacional ou produtiva, mas também do valor estratégico de seu negócio”, sentencia.

Dubois acrescenta que um segundo elemento a ser considerado está relacionado à forma com que os ciberdelinquentes estão organizados.  À respeito disso, explica que se trata de grupos com presença global, infraestrutura tecnológica e ferramentas avançadas para desenvolver seus delitos.   “Além dessas verdadeiras máfias, estruturadas para obter rendimentos econômicos através de golpes, roubos de identidade e transações fraudulentas, existem novos grupos organizados, de ativistas ou filiação política, que são capazes de causar danos a empresas privadas ou públicas e governos, através de ataques cibernéticos, realizando ações de sabotagem ou espionagem em seus sistemas”, afirma.

Neste contexto, acrescenta Dubois, não só aumentaram os vetores de ataque como também evoluiu a metodologia dos ciberdelinquentes.  “Existem ataques que servem de verdadeira distração para o roubo de informação.  Assim, por exemplo, enquanto há um problema com um servidor ou um provedor de serviços, atividade que concentra a atenção para a mitigação, em outro lugar alguém pode estar sigilosamente roubando dados confidenciais”, comenta.

Neste sentido, ele afirma que um dos ataques mais danosos atualmente é o de DDoS, ou negação distribuída de serviço, que é caracterizado por provocar a queda de servidores de uma organização, gerando uma sobrecarga de tráfego ou demandas, com a finalidade de provocar perdas econômicas ou de reputação perante os clientes.  “Esses ataques – dos quais são registrados cerca de 22 mil diariamente em todo o mundo – são multicamadas, direcionados à rede ou aos aplicativos, e são muito difíceis de detectar, porque se disfarçam de tráfego normal.  Podem provocar danos severos inclusive a grandes empresas, que contam com sistemas avançados de proteção”, enfatiza.

Fator Humano

Segundo avaliação dos executivos da Lumen, um dos aspectos de maior descuido na segurança diz respeito às pessoas.  Este aspecto, afirma, está tendo hoje mais importância que nunca, dado que os colaboradores tendem a acessar, cada vez mais, dados sensíveis ou sistemas de informação a partir de qualquer lugar, usando dispositivos de sua propriedade.  “A mobilidade se converteu por si só em um novo desafio neste âmbito.  As organizações se esmeram em tornar compatível e facilitar a produtividade com a proteção adequada dos dispositivos portáteis e seus dados críticos”, sustenta.

Dubois ressalta que esta condição coloca os colaboradores em um foco de dupla atenção.  Isto, porque a organização deve ser capaz de controlar os dispositivos e não afetar a privacidade deles, enquanto, por outro lado, deve fortalecer suas políticas gerais e adaptá-las aos novos perfis de colaboradores, que são mais abertos e “ligados em tecnologia”.

Além disso, o especialista adverte que os acessos autorizados dos colaboradores descuidados pode ser um foco importante para o roubo ou perda de dados críticos.  Um estudo do Instituto Ponemon[2] revelou que a negligência de colaboradores é a causa principal de violação de informações nas pequenas e médias empresas dos Estados Unidos.  “Este aspecto, ou seja, a negligência, ao somar-se às políticas de segurança deficientes, transforma o fator humano na causa direta ou indireta da maioria dos incidentes de segurança”, comenta.

Por outro lado, os colaboradores descontentes ou ex-colaboradores costumam ser também uma porta aberta.  No primeiro caso, podem ajudar a roubar informação ou transformar-se em informantes de terceiros, enquanto muitas contas de pessoas que já não pertencem à organização seguem vigentes e facilitam o roubo de dados, ao não se revogar oportunamente os privilégios e perfis dessas contas.  “O roubo de informações pode ser por negligência ou engenharia social, mas também há casos de colaboradores descontentes que até introduzem deliberadamente malware em uma empresa.  Por isto, o foco atual deve ser integral, proativo e baseado no uso de ferramentas inteligentes, muitas das quais hoje estão disponíveis como serviços”, conclui Dubois.

[1] “Principais tendências para a cibersegurança em 2018” https://www.finextra.com/blogposting/14845/top-cybersecurity-trends-for-2018

[2] 5 2017 State of SMB Cybersecurity Report, Ponemon Institute, setembro 2017

 

Autor:
Pablo Dubois
Gerente Regional de Productos de Seguridad,
LATAM

Tecendo o Sistema Nervoso de um Novo Mundo

Tecendo o Sistema Nervoso de um Novo Mundo

Embora não faltem críticos acusando a indústria tecnológica de exagerar ao apresentar novos conceitos ou perspectivas para o futuro, hoje há razões bem fundamentadas para concluir que estamos próximos de mudanças radicais para a humanidade, baseadas nos últimos avanços tecnológicos.

Apesar de todos nós conhecermos e visualizarmos o impacto de inovações como o Big Data, a Internet das Coisas (IoT) e a Inteligência Artificial (IA), para citar só alguns exemplos, é claro que os avanços conjuntos dessas tecnologias, que apontam para a automação total de tarefas produtivas, supõe transformações econômicas, sociais e culturais sem precedentes.

Considere, por exemplo, o que acontece com a IA, que, como destacado pela Gartner[1], aparece conectada a praticamente todas as tendências tecnológicas, sendo responsável por, todos os dias, nos deparamos com mais “coisas autônomas”, ou seja, dispositivos capazes de se mover sozinhos, como drones, robôs, carros e até aviões. A mesma empresa de consultoria prevê que até 2028 veremos um aumento da presença de plataformas de conversação, realidade aumentada, realidade mista e realidade virtual, e que esse desenvolvimento mudará até mesmo a nossa percepção e a maneira de interagirmos com o mundo físico que nos cerca.

Também conhecida como a Quarta Revolução Industrial, a transformação econômica associada a esta nova era tecnológica não se refere apenas a empresas, mas também a países, já que as nações mais inteligentes e digitalizadas tomarão a dianteira nas próximas décadas. No entanto, essas mudanças afetarão diretamente a vida das pessoas, sendo o mundo do trabalho um dos que sofrerá os maiores altos e baixos, impactando mudanças sociais e culturais de grande alcance.

Na prática, a mudança no mercado de trabalho significará a criação de novas profissões e habilidades, algumas das quais já começam a ser ensinadas em universidades de países desenvolvidos. A digitalização será como a alfabetização antigamente e exigirá a junção de conhecimentos antes considerados totalmente incompatíveis, como as ciências humanas com a ciência da computação, por exemplo. Para tanto, os soft skills, ou habilidades “leves”, e a criatividade serão indispensáveis para os trabalhadores do futuro, já que o restante das tarefas será realizado por robôs e máquinas equipadas com IA. Neste ponto, o debate hoje é se haverá ou não uma crise no mercado de trabalho, sendo o caminho mais provável a substituição gradual dos humanos por máquinas em muitas das tarefas atuais, orientando as pessoas para empregos que hoje chamamos de “altamente qualificados”.

O mais importante de tudo isso é que não se trata de ficção científica sobre um futuro provável, mas de uma questão real na qual devemos trabalhar desde já. Isso significa fazer mudanças no ensino superior para incorporar a oferta de novas profissões o quanto antes, porque disso dependerá a forma como um país estará inserido nesse novo mundo. Estamos na era do conhecimento, em que os dados são o maior tesouro para empresas, países e pessoas, tanto na vida pessoal quanto profissional. Isso se reflete na valorização das principais companhias do mundo, onde as lideranças não são aquelas com mais ativos físicos, mas as mais inovadoras, que baseiam os resultados em informações, algoritmos e criatividade.

É necessário construir e desenvolver um novo “sistema nervoso” para a sociedade e os países, em que o conhecimento se estenda a todos os lugares e camadas sociais. Na América Latina, essa tarefa é mais árdua porque a contribuição dos trabalhadores do conhecimento para o PIB (produto interno bruto) ainda é muito baixa. Até pouco tempo, representava apenas 16%, distante da média de países como Estados Unidos (30%) ou Coreia (45%), de acordo com dados da Accenture[2].

Isso nos aponta também a necessidade de cada empresa e de cada país construir a infraestrutura de telecomunicações necessária para abraçar a tempo o potencial das novas tecnologias de informação e comunicação. Esse outro “sistema nervoso” equivale ao que foram as estradas, ruas, portos e pontes, que permitiram forjar o desenvolvimento econômico e social nas décadas anteriores. A consolidação dessa rodovia digital de alta velocidade será essencial em nossa transição para um novo mundo, porque dela dependerá a inteligência de nossos lares, empresas, cidades e países.

Novas formas de produzir e trabalhar representarão desafios econômicos, sociais e culturais que não podemos ignorar hoje, enquanto o mundo ciber-físico já está diante dos nossos olhos. E todos nós temos um papel a desempenhar nesta transição, porque, apesar de estarmos mais rodeados de máquinas a cada dia, o ser humano estará sempre no centro delas.

 

[1] https://www.gartner.com/smarterwithgartner/gartner-top-10-strategic-technology-trends-for-2019/

[2] https://www.accenture.com/_acnmedia/PDF-48/Accenture-Advaces-Work-Knowledge-Argentina.pdf#zoom=50

Autor:
Leonardo Barbero
Senior VP, Productos
Lumen LATAM

Em Direção ao Capitalismo Quântico

Em Direção ao Capitalismo Quântico

Enfrentamos o desafio de mudar completamente a forma através da qual realizamos nossos negócios. Precisamos de Lideranças Exponenciais, para soluções de problemas que nem sequer imaginamos.

Em toda a indústria se vem trabalhando há muito tempo com o conceito de Transformação Digital, ou revolução digital.  Claramente, estamos vivendo em uma era disruptiva e quando, em alguns anos, olharmos para trás, conseguiremos distinguir claramente o ponto de inflexão que mudou completamente as lógicas de fazer negócios.

Neste ponto encontraremos o auge da Internet, as tecnologias Móveis, Big Data e os sistemas Cloud.  Basicamente, o que aconteceu é que os dados ocuparam um papel central em nossos processos, reestruturando os modelos de negócios e fazendo com que eles girassem em torno da informação.

Em seguida, isto avançou para o que está relacionado à experiência do cliente.  Passamos de oferecer produtos a oferecer serviços; de serviços a experiências; do conceito de cliente ao de comunidade.  Uma prova desta mudança foi o surgimento de startups que tiveram um efeito transformador incrível, modificando indústrias completas, como Amazon, Netflix, Spotify, Airbnb. 

Nossas vidas pessoais também foram afetadas.  As redes sociais, como Instagram ou Facebook, modificaram a forma através da qual nos socializamos; Whatsapp mudou o modo de nos comunicarmos e Google fez isto com a maneira através da qual nos informamos. 

Agora, quando se analisa este processo, o que está subjacente à revolução digital são as Dinâmicas Exponenciais.

Crescimento e Dinâmicas Exponenciais

O desenvolvimento tecnológico que vemos no dia a dia se move graças a uma dinâmica de crescimento exponencial e, portanto, nossos negócios também.  Isto se produz por um efeito de retroalimentação, da mesma informação que geramos, no sentido que as inovações começam a ocorrer em um ritmo cada vez mais acelerado e vertiginoso.

No entanto, também estamos detectando problemas que têm uma natureza exponencial e que, em consequência, são interessantes de abordar, já que nos empurram ao limite do que hoje estamos em condições de resolver. 

O primeiro que surge é que as Dinâmicas Exponenciais são completamente anti-intuitivas.  Nossa mente está organizada para resolver problemas lineares, polinômicos, mas é bloqueada quando queremos pensar um processo exponencial.

Como exemplo, se tivéssemos uma folha suficientemente grande para dobrá-la sobre si mesma durante um minuto, primeiro em 2, depois em 4, 8, 16 e assim sucessivamente, em um minuto realizaríamos cerca de 43 dobraduras e isto alcançaria uma altura de papéis dobrados equivalente… à distância entre a terra e a lua.  A matemática por trás deste cálculo é 0,1 mm (a espessura de uma folha de papel) multiplicado por 2, elevado a 43 (0,1 X 2⁴³).  O resultado, convertido em quilômetros, dá um total de 440.000 km. A princípio nos negamos a entender isto, nos parece que algo está errado, mas é assim mesmo.

Outra problemática tem a ver com o método atual de encriptação de quase todos os dados e informações que usamos, o RSA.  Isto se baseia no fato de que, para codificar uma chave, a quantidade de operações matemáticas que devem ser realizadas cresce exponencialmente com a longitude da palavra que se utiliza para encriptar. 

Então, fatorizar essa chave implica que um computador clássico, dos mais poderosos de que podemos dispôr hoje, esteja centenas de anos realizando contas para decodificar esse número.  Desta forma, toda nossa segurança informática atual se baseia no fato de que os computadores não são aptos a resolver problemas onde a quantidade de operações cresce exponencialmente e isto é porque os computadores trabalham de modo sequencial.

Mas o que aconteceria se surgisse uma tecnologia que pudesse administrar a computação exponencial?

Mudemos o nome desta Transformação Digital.  Vamos chamá-la de Capitalismo Quântico e, junto a isto, consideremos também a existência da Computação Quântica.

Richard Feynman  vislumbrou que seria necessário desenvolver um computador quântico para resolver os problemas do futuro, por volta de 1982.  Enquanto a computação clássica se baseia em bits, zeros e uns e opera sequencialmente com esses bits, operar com um computador quântico é totalmente diferente já que, pela natureza dos fenômenos quânticos, um qubit (Bit Quântico, unidade que constitui a Teoria da Informação Quântica e que pode ser manipulada arbitrariamente) pode estar em infinitos estados simultâneamente. 

Com isso se obtém uma potência de cálculo que cresce exponencialmente com a quantidade de qubits.  Por isso, a computação quântica é naturalmente exponencial.

Os computadores quânticos permitem operar onde hoje não podemos fazê-lo com um computador clássico e, neste cenário, teremos que mudar completamente nossos paradigmas, inclusive até em direção a uma liderança exponencial.

Um líder exponencial deverá ter uma capacidade avançada de previsão de ambiente futuro, detectar antecipadamente novas tecnologias, encontrar formas completamente diferentes de criar valor e desenvolver novos serviços para melhorar a qualidade de vida.

Adicionalmente, esse Capitalismo Quântico exigirá dos líderes exponenciais novas competências para obter o sucesso em seus negócios, como realizar uma prospecção contínua de tecnologias com potencial disruptivo, detectando as que possam oferecer novos modos de produzir, administrar e fornecer produtos e serviços. 

Também deverá realizar uma prospecção contínua de seu ambiente de negócios, identificando startups que possam causar uma disrupção nos modelos e empreendimentos que possam mudar a indústria.

Finalmente, se queremos que nossas organizações e nossos modelos de negócios tenham oportunidades neste novo cenário de Transformação Digital, de Capitalismo Quântico, precisamos desenvolver uma oferta sustentável da informação, em negócios baseados em plataformas, com processos automáticos e escaláveis, e entender que os algoritmos passarão as ser o core dos negócios.

Este é o grande desafio, aprender a aproveitar isto, aprender a capitalizar estas dinâmicas e a introduzi-las dentro de nossos projetos, de nossas empresas; porque aqui está a chave de como o mundo dos negócios irá evoluir.

Autor:
Luis Piccolo
Vicepresidente de Ventas, Cluster Sur
Lumen, América Latina